Confraria do Atlético

Na Arena Condá o mundo todo chorou a Chapecoense

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O presidente do Conselho Administrativo do Atlético Paranaense, Luiz Sallim Emed, e o 1º vice-presidente do Conselho Administrativo, Lauri Antonio Pick, acompanharam no sábado (3) em Chapecó (SC), o velório das vítimas fatais do trágico acidente com o avião da Chapecoense. O Clube Atlético Paranaense reforça os votos de solidariedade à população de Chapecó (SC), à Associação Chapecoense de Futebol e aos familiares de todos que estavam no voo.

Juca Kfouri

Acabou o velório da Chapecoense. Sensível, tocante, pranto geral, até do céu. Resta que o verde traga, de fato, a esperança de uma nova vida no futebol brasileiro e no Brasil. Uma vida de paz entre os torcedores rivais, jamais inimigos. Que a Chape sobreviva em todos nós. Uma vida em que não se aceite mais a corrupção e o levar vantagem em tudo. Que a criança que sofre hoje, amanhã possa viver num país muito melhor. Utopia? Pode ser, provavelmente é. Mas o que será do mundo sem a utopia?

Adeus, Mário Sérgio

A tragédia do voo da Chapecoense que não chegou a seu destino encerrou a vida de profissionais que tiveram sua história ligada a vários clubes espalhados pelo mundo. No caso do Atlético Paranaense, um dos nomes que tiveram um capítulo importante em sua história foi o de Marcio Sérgio Pontes de Paiva, que em 2001, uma de suas três passagens como treinador, montou o time que viria a ser campeão brasileiro.

A diretoria rubro-negra, que externou seu pesar através de nota oficial e iluminando a Arena da Baixada com a cor verde, deixando de lado uma antiga rivalidade com o Coritiba, também assinou a carta se comprometendo a ajudar o clube catarinense com empréstimo de atletas sem custos e apoiando a permanência do time na Série A por pelo menos três temporadas. Sobre o ex-treinador, que viajava para Medellín como comentarista do canal FOX Sports, o Furacão deixou registrada a seguinte homenagem em seu site oficial:

O triste acidente com o avião que transportava a delegação da Associação Chapecoense de Futebol incluía também jornalistas de diversos veículos de comunicação, que acompanhariam a final da Copa Sul-Americana, na Colômbia. Entre estes jornalistas, um profissional e amigo muito querido por todos os atleticanos: Mário Sérgio Pontes de Paiva. O ex-treinador comandou a equipe rubro-negra em três oportunidades. Na primeira, em 2001, foi responsável pela montagem da equipe que terminou o ano com a maior conquista do Atlético Paranaense, o título do Campeonato Brasileiro.

Sua segunda passagem aconteceu entre 2003 e 2004. Mais uma vez, Mário Sérgio participou da montagem de uma equipe de sucesso, que terminou na segunda colocação do Brasileiro de 2004. A última vez em que esteve à frente do time atleticano foi em 2008. Atualmente, Mário Sérgio trabalhava no Fox Sports. O profissional atuava como comentarista dos canais desde 2012.
O Clube Atlético Paranaense lamenta profundamente o falecimento de Mário Sérgio Pontes de Paiva, profissional exemplar, amigo de todos e que sempre se dedicou ao máximo quando defendeu as cores rubro-negras. O CAP presta condolências a todos os amigos e familiares de Mário Sérgio.

Adeus, Caio Jr

Estudioso, humilde, observador, franco...Entre os ex-companheiros do mundo da bola, os elogios fluem quando o assunto é Caio Júnior, falecido na terça-feira (29) na tragédia envolvendo a queda do avião que transportava a equipe da Chapecoense. Em uma coisa todos concordam: o perfil de Caio era raro no meio do futebol. Confira as declarações sobre o treinador.

Adir Kist, gerente de futebol do Cianorte e comandado por Caio no clube do interior em 2004 e 2005

“Joguei com o Caio no São José-RS, quando ele já estava no fim da carreira e eu começava, no fim dos anos 1990. Em seguida, fui jogar em Portugal e vi a fama que ele deixou por lá. Lá em Portugal tinha o estereótipo do brasileiro malandro. E me disseram que, dos brasileiros que estiveram por lá naquela época, somente o Caio fugia a essa fama”.

Régis, ex-goleiro do Paraná e companheiro de Caio

“O Caio sempre teve um perfil de um senhor, um cara maduro desde jovem. Quando jogava, era um treinador em campo, orientava, conversava com os colegas e dava conselhos. Ele fugia do perfil boleiro: era um atleta profissional. Jogamos juntos em Portugal, onde convivemos, e quando ele veio para o Paraná foi indicação minha”.

Beto Amorim, ex-volante titular na campanha do Paraná em 2006

“Ele nos ensinou muito. Fica a lembrança boa de uma pessoa que só fez o bem no meio do futebol. Em 2006, o momento do Paraná foi muito devido à capacidade dele de gerir o grupo. Ele foi uma peça fundamental na campanha. Na reta final, tivemos uma conversa particular com ele, batemos no peito, e dissemos que iriamos à Libertadores. No momento certo, ele fez com que alcançássemos isso”.

José Carlos de Miranda, ex-presidente do Paraná

“Conheci o Caio quando ele ainda era jogador e eu um torcedor. Acompanhei seu início na base do Paraná como técnico. Quando virou cronista esportivo, segui acompanhando seus comentários, sempre coerentes. Quando surgiu a chance em 2006, fizemos o convite e ele respondeu imediatamente. Mantivemos contato desde então. Cara trabalhador, honesto, coerente e que foi muito feliz conosco em 2006”.

Serginho Prestes, ex-atleta e auxiliar-técnico no Cianorte em 2004 e 2005

“No dia a dia do Cianorte sentíamos que o Caio tinha um grande futuro. Dominava os jogadores e tinha uma capacidade de comunicação, era um cara transparente. 70% do time do Cianorte estava lá por amizade com o Caio. Conheci o Caio iniciando a trajetória como técnico e depois todas as vezes que o encontrei já consagrado ele se manteve o memso. Um cara correto e íntegro, que foge totalmente ao estereótipo do boleiro”.

Adriano Rattman, amigo de longa data e assessor de imprensa de Caio

“Sempre um cara correto e brincalhão. Sempre tinha uma piada, era uma pessoa agradável, bom para tomar um vinho e conversar. Inteligente, estava sempre antenado ao futebol, sempre atencioso com a imprensa. Estava no momento mais confiante da carreira dele como treinador, sempre com coragem nas preleções e montagens de equipe. Acompanhei toda a carreira dele como técnico e já o havia visto tenso em outros momentos. Na Chape, ele estava vivendo de forma tranquila”.

Última atualização ( Dom, 04 de Dezembro de 2016 05:42 )  

Santuário da Nação Rubro-Negra

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Projeto de Lei de Iniciativa Popular “Libera Cerveja”



DISPÕE SOBRE A VENDA E O CONSUMO DE BEBIDAS NAS ARENAS DESPORTIVAS E ESTÁDIOS NO ÂMBITO DO ESTADO DO PARANÁ.

Art. 1º – Este projeto de lei tem por objetivo regular a venda e o consumo de bebidas nas arenas desportivas e estádios no âmbito do estado do Paraná.

Art. 2º – A comercialização de bebidas nas arenas desportivas e nos estádios localizados no Estado do Paraná será permitida desde a abertura dos portões para acesso do público ao estádio até o final da partida, assim entendido o momento do apito final do árbitro.

Art. 3º – A única bebida alcoólica que poderá ser vendida e consumida em recintos esportivos é a cerveja, sendo proibida a venda e o consumo de quaisquer outras espécies de bebidas alcoólicas, sejam elas destiladas ou fermentadas.

Art. 4º – A comercialização de bebidas nas arenas desportivas e nos estádios somente poderá ser realizada em copos plásticos ou garrafas plásticas, descartáveis, admitido o uso de copos promocionais de plástico ou de papel.

Art. 5º – Cabe ao responsável pela gestão do recinto esportivo definir os locais nos quais a comercialização e o consumo de bebidas serão permitidos.

Art. 6º – É vedada a entrada nas arenas desportivas e nos estádios de pessoas portando qualquer tipo de bebida.

Art. 7º – Fica proibida a venda e a entrega de bebidas alcoólicas, nos locais referidos nesta lei, a pessoas menores de 18 (dezoito), podendo os responsáveis responder civil e criminalmente nos termos da Lei Federal no 8.069, de 13 de julho de 1990, com as alterações da Lei Federal nº 13.106, de 17 de março de 2015.

Art. 8º – O descumprimento do disposto nesta Lei sujeita o infrator às seguintes penalidades, sem prejuízo da aplicação da Lei Federal nº 8.078, de 11 de setembro de 1990:

I – se consumidor, será advertido e retirado das dependências do recinto esportivo.

Art. 9º – Deverão ser colocados avisos em diversos setores das arenas desportivas ou estádios, com as seguintes mensagens: “Se beber não dirija, se dirigir não beba” e “É proibida a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos.”

Art. 10º – As arenas desportivas ou estádios deverão veicular em sistema sonoro ou alto-falante, no mínimo 04 (quatro) vezes durante cada evento, as mensagens “Se beber não dirija, se dirigir não beba” e “ É proibida a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos.”
Parágrafo único: Fica igualmente obrigada a divulgação das mensagens referidas no caput em telões ou letreiros luminosos nos recintos esportivos que disponham de tais recursos.

Art. 11º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

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